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	<title>Carimbos &#38; Bolachas</title>
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	<description>Relatos sobre a advocacia no Brasil / País com mais de 191 mil leis federais</description>
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		<title>Carimbos &#38; Bolachas</title>
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		<title>Áuxílio paletó suspenso em São Paulo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 19:54:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
				<category><![CDATA[auxílio paletó]]></category>

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		<description><![CDATA[O auxílio paletó foi suspenso no estado de São Paulo. O art. 1.º da Lei n.º 11.328/02, e no art. 88, §§ 2.º, 3.º e 4.º, do Regimento Interno da Assembléia Legislativa de São Paulo prevêm ajuda de custo aos deputados do estado de São Paulo. A vantagem foi caracterizada remuneração, e no Processo : [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=443&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O auxílio paletó foi suspenso no estado de São Paulo.<br />
O art. 1.º da Lei n.º 11.328/02, e no art. 88, §§ 2.º, 3.º e 4.º, do Regimento Interno da Assembléia Legislativa de São Paulo prevêm ajuda de custo aos deputados do estado de São Paulo. A vantagem foi caracterizada remuneração, e no Processo : 0034068-31.2011.8.26.0053, sendo atacado pelo Ministério Público a moralidade administrativa e a afronta o disposto no art. 18 da Constituição do Estado de São Paulo que, por expressa remissão ao disposto no art. 39, § 4.º, da Constituição Federal, determina o pagamento da remuneração dos parlamentares sob a forma de subsídio fixado em parcela única. Assim, fora determinado à Mesa da Assembléia Legislativa e à Fazenda Pública do Estado de São Paulo que não disponibilize sob qualquer fundamento o dinheiro do orçamento público para pagar.<br />
<a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI145208,91041-Justica+derruba+auxilio-paleto+a+deputados+de+SP">Leia mais</a></p>
<p><a href="http://esaj.tjsp.jus.br/cpo/pg/show.do?processo.codigo=1H00039S30000&amp;processo.foro=53">Processo</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/xnardelli.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/xnardelli.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/xnardelli.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/xnardelli.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/xnardelli.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/xnardelli.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/xnardelli.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/xnardelli.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/xnardelli.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/xnardelli.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/xnardelli.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/xnardelli.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/xnardelli.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/xnardelli.wordpress.com/443/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=443&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Honorários advocatícios STJ &#8211; Empregado pode cobrar empresa por contratação de advogado para ação trabalhista</title>
		<link>http://xnardelli.wordpress.com/2011/03/04/honorarios-advocaticios-stj-empregado-pode-cobrar-empresa-por-contratacao-de-advogado-para-acao-trabalhista/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 13:21:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
				<category><![CDATA[decisões]]></category>
		<category><![CDATA[jurisprudência federal]]></category>
		<category><![CDATA[advocacia trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[direito do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[honorários advocatícios trabalhista]]></category>

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		<description><![CDATA[Honorários advocatícios STJ &#8211; Empregado pode cobrar empresa por contratação de advogado para ação trabalhista  Se o acordo não dispõe de forma expressa sobre o pagamento de honorários advocatícios, é possível que o empregado acione a empresa por danos materiais em razão da contratação de advogado para ingresso com reclamação trabalhista. Esse foi o entendimento [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=444&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Honorários advocatícios STJ &#8211; Empregado pode cobrar empresa por contratação de advogado para ação trabalhista</p>
<p> Se o acordo não dispõe de forma expressa sobre o pagamento de honorários advocatícios, é possível que o empregado acione a empresa por danos materiais em razão da contratação de advogado para ingresso com reclamação trabalhista.</p>
<p>Esse foi o entendimento da 3ª turma do STJ em ação de reparação por danos materiais ajuizada por empregado, que citamos:</p>
<blockquote><p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;"><strong>RECURSO ESPECIAL Nº 1.027.797 &#8211; MG (2008/0025078-1)</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">RECORRENTE : CONSTRUTEL TECNOLOGIA E SERVIÇOS S/A</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ADVOGADO : LUIZ GUILHERME TAVARES TORRES E OUTRO(S)</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">RECORRIDO : PAULO CONÇALVES DE ASSIS</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ADVOGADOS : REGINA MÁRCIA VIEGAS PEIXOTO CABRAL GONDIM, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">MÁRCIA IZABEL VIEGAS PEIXOTO ONOFRE E OUTRO(S) , </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ABELARDO FLORES, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">CARLOS ALBERTO VIÉGAS PEIXOTO, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ABELARDO DE OLIVEIRA FLORES, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ADRIANA MARIA VIEGAS MEIRELES</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;"><strong>EMENTA</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO. </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">COTEJO ANALÍTICO E SIMILITUDE FÁTICA. AUSÊNCIA. </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">HONORÁRIOS CONVENCIONAIS. PERDAS E DANOS. PRINCÍPIO </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">DA RESTITUIÇÃO INTEGRAL. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">CÓDIGO CIVIL.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">1. A ausência de decisão acerca dos dispositivos legais indicados como </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">violados, não obstante a interposição de embargos de declaração, impede o </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">conhecimento do recurso especial.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">2. O dissídio jurisprudencial deve ser comprovado mediante o cotejo </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">analítico entre acórdãos que versem sobre situações fáticas idênticas.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">3. A quitação em instrumentos de transação tem de ser interpretada </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">restritivamente.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">4. Os honorários convencionais integram o valor devido a título de perdas e </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">danos, nos termos dos arts. 389, 395 e 404 do CC/02.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">5. O pagamento dos honorários extrajudiciais como parcela integrante das </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">perdas e danos também é devido pelo inadimplemento de obrigações </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">trabalhistas, diante da incidência dos princípios do acesso à justiça e da </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">restituição integral dos danos e dos arts. 389, 395 e 404 do CC/02, que </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">podem ser aplicados subsidiariamente no âmbito dos contratos trabalhistas, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">nos termos do art. 8º, parágrafo único, da CLT.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">6. Recurso especial ao qual se nega provido.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;"><strong>ACÓRDÃO</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Terceira </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">taquigráficas constantes dos autos, por unanimidade, negar provimento ao recurso </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">especial, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a) Relator(a). Os Srs. Ministros Massami Uyeda, Sidnei Beneti, Paulo de Tarso Sanseverino e Vasco Della Giustina </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">votaram com a Sra. Ministra Relatora. Dr(a). GUILHERME LUIZ DE SOUZA PINHO, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">pela parte RECORRIDA: PAULO CONÇALVES DE ASSIS.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Brasília (DF), 17 de fevereiro de 2011(Data do Julgamento)</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">MINISTRA NANCY ANDRIGHI</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Relatora</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;"><strong>RELATÓRIO</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Cuida-se de recurso especial interposto pela CONSTRUTEL </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">TECNOLOGIA E SERVIÇOS S/A, com fundamento nas alíneas &#8220;a&#8221; e &#8220;c&#8221; do </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">permissivo constitucional.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Ação: de reparação por danos materiais, ajuizada por PAULO </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">CONÇALVES DE ASSIS, em face da recorrente, na qual requer o ressarcimento </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">pelos gastos com a contratação de advogado para o ajuizamento de reclamação na </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Justiça do Trabalho, em virtude da retenção indevida de verbas trabalhistas.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Sentença: julgou improcedente o pedido.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Acórdão: deu provimento à apelação interposta pelo recorrido,</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">conforme a seguinte ementa (fl. 303):</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">APELAÇÃO &#8211; AÇÃO DE INDENIZAÇÃO &#8211; FALTA DE </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">INTERESSE DE AGIR &#8211; INOVAÇÃO RECURSAL &#8211; NÃO </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">CONHECIMENTO &#8211; AJUIZAMENTO DE RECLAMATÓRIA </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">TRABALHISTA &#8211; CONTRATAÇÃO DE ADVOGADO &#8211; ATO </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ILÍCITO DEMONSTRADO &#8211; RESSARCIMENTO DEVIDO. O recibo </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">quita o valor nele inserto, não excluindo a possibilidade do credor </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">requerer, judicialmente, sua complementação, sentindo-se lesado, pois, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">há garantia constitucional a ampará-lo, eis que nenhuma lesão ou ameaça </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">a direito pode ser subtraída do Poder Judiciário (art. 5º, XXXV, da </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Constituição Federal). A inovação de tese em sede recursal não pode ser </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">conhecida porque traz a lume argumentos não declinados na primeira instância, sequer abordados na sentença recorrida, ofendendo o princípio </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">do duplo grau de jurisdição. Quando a omissão do empregador obriga o </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">empregado a buscar a proteção judicial e sua pretensão é acolhida, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">caracterizou-se a desídia do Réu e, por óbvio, a despesa atinente ao </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">pleito deve ser ressarcida, sob pena da indenização não ficar completa e </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">haver locupletamento por parte daquele que deu causa à demanda.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Embargos de declaração: interpostos pela recorrente, foram </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">parcialmente acolhidos.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Recurso especial: alega violação dos arts. 267 do CPC; 188, I, do </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">CC/02; 791 da CLT, além de dissídio jurisprudencial. Sustenta: i) a inexistência </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">de interesse de agir, pois houve acordo na justiça do trabalho e a ampla e irrestrita </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">quitação dada pelo recorrido no referido acordo incluiria os honorários </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">advocatícios; ii) o dever de indenizar não pode ser imputado por defender-se em </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">reclamatória trabalhista, pois estava exercendo o seu direito de defesa; iii) que não </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">pode ser onerado pelo exercício de uma faculdade do recorrido, pois o empregado </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">poderia ter obtido assistência judiciária gratuita por meio do sindicato ou da </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Defensoria Pública e que, além disso, a presença de advogado na Justiça do </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Trabalho é facultativa.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Prévio juízo de admissibilidade: o TJ/MG admitiu o recurso </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">especial (fl.357/358), determinando a subida dos autos ao STJ.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">É o relatório.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;"><strong>VOTO</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">I – Da delimitação da controvérsia</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Cinge-se a controvérsia a determinar se é cabível reparação por danos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">materiais ao empregado que contrata advogado para o ajuizamento de reclamação </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">trabalhista.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">II- Prequestionamento</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">O acórdão recorrido não decidiu acerca dos argumentos invocados </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">pelo recorrente quanto à violação do art. 188, I, do CC/02, não obstante a </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">interposição de embargos de declaração. Acrescente-se ainda que não houve </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">decisão acerca da possibilidade de o recorrido obter assistência judiciária por </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">meio do sindicato ou da Defensoria Pública. Incide, na espécie, o óbice da Súmula </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">211/STJ.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Por outro lado, no que concerne ao art. 791 da CLT, todavia, entendo </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ser possível admitir o seu prequestionamento implícito, na forma abordada pela </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">recorrente, tendo em vista que a questão, ainda que sucintamente, foi abordada </span></span><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">pelo TJ/MG.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">III &#8211; Da admissibilidade recursal pela alínea “c” do permissivo </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">constitucional </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">O recurso especial não ultrapassa o juízo de admissibilidade quanto </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ao dissídio jurisprudencial, pois a divergência não foi devidamente demonstrada.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Com efeito, a recorrente cuidou apenas de transcrever o julgado tido por </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">paradigma, sem evidenciar os pontos que caracterizam o dissídio, bem como a </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">similitude entre as bases fáticas dos julgados.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a simples </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">transcrição de ementas não configura divergência jurisprudencial, que deve ser </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">comprovada por meio da demonstração analítica das teses dissidentes dos arestos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">confrontados.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">IV – Do acordo realizado entre as partes e da ofensa à coisa </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">julgada </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">A recorrente suscita preliminar de ofensa à coisa julgada, contudo, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">verifica-se, da análise dos autos, que esta não ocorreu.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Isso porque, consoante a disposição expressa do art. 843 do CC/02, a </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">transação interpreta-se restritivamente.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Acrescente-se, ainda, que a jurisprudência do STJ é pacífica no </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">sentido de que a declaração de quitação em instrumentos de transação tem de ser </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">interpretada restritivamente (EREsp nº 292.974/SP, 2ª Seção, Rel. Min. Sálvio de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Figueiredo Teixeira, DJ de 15/9/2003).</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Salienta-se que o acordo celebrado entre as partes não estabeleceu </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">disposições sobre o pagamento de honorários advocatícios convencionais, tendo </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">apenas estabelecidos os valores devidos a título de verbas trabalhistas e </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">honorários periciais.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Assim, a interposição de ação de reparação por danos materiais não significa violação do instituto da coisa julgada.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">V – O Jus postulandi das partes como fundamento para não se </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">conceder honorários advocatícios nas causas trabalhistas </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">O art. 791 da CLT, ao estabelecer que “empregados e os </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho”, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">deixou evidente a facultatividade da presença do advogado nos processos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">trabalhistas.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Por ser uma faculdade, a concessão do jus postulandi não pode ser </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">utilizada como fundamento para penalizar o trabalhador que resolve contratar um </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">advogado particular.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Nessa linha de ideias, não se pode deixar de afirmar que a referida </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">norma foi criada com a finalidade de permitir o efetivo acesso ao Poder Judiciário.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Ocorre que o acesso à justiça, como lembra Marinoni (MARINONI. Luiz </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Guilherme. Teoria Geral do Processo . 4ª ed. São Paulo: Editora Revista dos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Tribunais, 2010), não se resume à eliminação dos óbices que impedem o acesso ao </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Poder Judiciário. O direito de acesso à justiça compreende, entre outros, o direito </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">daquele que está em juízo poder influir no convencimento do magistrado, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">participando adequadamente do processo.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Nessa dimensão, assume especial relevância a função do advogado </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">no processo como fator de concretização do acesso à justiça, na medida em que, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">utilizando os seus conhecimentos jurídicos, otimiza a participação do seu cliente </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">no processo de convencimento do magistrado.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Nesse contexto, salutar são as ponderações de Francisco das Chagas </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Lima Filho (LIMA FILHO, Francisco das Chagas. O direito aos honorários </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">advocatícios no processo do trabalho : exegese dos artigos 389 e 404 do Código </span></span><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Civil. In: Justiça do trabalho, v.24, n.283, p.41-45, jul., 2007, p. 42):</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Desse modo, e embora a norma consolidada visando precipuamente </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">garantir ao trabalhador e ao empresário, especialmente o pequeno e </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">micro &#8211; empresário o efetivo acesso à justiça através de um processo </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">informal onde não se exige, ao contrário do processo comum o </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">patrocínio do advogado como pressuposto de validade da relação </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">processual (art. 36/38 do CPC), não se pode deixar de lembrar, e a </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">experiência diária comprova isso, que na grande maioria dos casos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">submetidos a julgamento da Justiça do Trabalho a presença e a </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">assistência do profissional do direito se revela mesmo indispensável, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">máxime quando em jogo questões intricadas de fato ou de direito que o </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">trabalhador e o empregador ou empresário, especialmente aquele, sem a </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">devida assistência de um profissional competente jamais terá condições </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">de entender e, como conseqüência, de discutir, o que na prática pode </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">redundar em injusto prejuízo para a defesa de seu direito, e não raro </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">terminar violando a garantia fundamental inserta no inciso LV, do art. 5º </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">do Texto de 1988, qual seja, o direito à ampla defesa.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Assim sendo, analisada a questão sob a ótica do acesso à justiça, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">deve-se concluir que o empregado tem o direito de optar por ser representado em </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">juízo por advogado de sua confiança.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Por fim, cumpre pontuar que o processo não pode importar prejuízos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">à parte a quem, ao final, se reconheça ter razão. Assim, aquele que deixou de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">pagar verbas trabalhistas tem de restituir ao empregado o que esse despendeu com </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">os honorários advocatícios contratuais. Nesse contexto, como bem destaca </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Chiovenda:</span></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">A necessidade de servi-se do processo para obter razão não pode </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">reverter em dano a quem tem razão, pois, a administração da justiça </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">faltaria ao seu objeto e a própria seriedade dessa função do Estado </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">estaria comprometida se o mecanismo organizado para o fim de atuar a </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">lei tivesse de operar como prejuízo de quem tem razão (Chiovenda apud </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Scavone Junior, Luiz Antonio. Do descumprimento das obrigações: </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">conseqüências à luz do princípio da restituição integral : interpretação </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">sistemática e teleológica. São Paulo : J. de Oliveira, 2007, p. 173).</span></span></p></blockquote>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">É precisamente com base nessa linha de raciocínio que se entende </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">que aquele que deu causa ao ajuizamento da reclamação trabalhista deverá arcar com os honorários contratuais, de modo que o vencedor não suporte o dano </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">sofrido pelo inadimplemento da obrigação trabalhista.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">VI- Princípio da reparação integral e os honorários advocatícios </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">contratuais </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">O princípio da restituição integral se entrelaça como os princípios da </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">equidade, da justiça e, consequentemente, com o princípio da dignidade da pessoa </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">humana, tendo em vista que, minimizando-se os prejuízos efetivamente sofridos, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">evita-se o desequilíbrio econômico gerado pelo descumprimento da obrigação e </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">protege-se a dignidade daquele que teve o seu patrimônio lesado por um ato </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ilícito.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Sobre o tema Luiz Antonio Scavone Júnior pondera (Do </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">descumprimento das obrigações: conseqüências à luz do princípio da restituição </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">integral . São Paulo: J. de Oliveira, 2007, p. 172-173):</span></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Seja como for, o difícil equilíbrio, exigido pela função social do </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">contrato e pela boa-fé, demanda a restituição integral que deve ser </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">extraída da Constituição Federal como princípio apto a valorar a </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">interpretação das normas atinentes às conseqüências do descumprimento </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">das obrigações, validando, no sistema, o vetusto alterum no laedere que, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">desde Ulpiano, demanda o respeito às esferas pessoal e patrimonial </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">alheias.<br />
</span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">A justiça, a par de suas diversas acepções, deve ser entendida e </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">compreendida como critério de ordenamento da aplicação das normas, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">significando, no que pertine à restituição integral, nas palavras de Paulo </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Hamilton Sirqueira Junior, “ a virtude de dar a cada um o que é seu”.</span></span></p></blockquote>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Assim, apesar do silêncio da CLT, se o empregado entende que </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">necessita contratar um advogado para que possa obter a tutela jurisdicional </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">pretendida, aquele que deu causa ao ajuizamento da reclamação trabalhista por </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">descumprir suas obrigações, deve pagar os honorários contratuais para restituir </span></span><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">integralmente o prejuízo causado.</span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Ademais, o Código Civil de 2002 determina, de forma expressa, que </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">os honorários advocatícios integram os valores devidos a título de reparação por </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">perdas e danos.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Os arts. 389, 395 e 404 do CC/02 estabelecem, respectivamente:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Art. 404. As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">dinheiro, serão pagas com atualização monetária segundo índices oficiais </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">regularmente estabelecidos, abrangendo juros, custas e honorários de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">advogado, sem prejuízo da pena convencional.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Os honorários mencionados nos referidos artigos são os honorários </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">extrajudiciais, pois os sucumbenciais relacionam-se com o processo e constituem </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">crédito autônomo do advogado. Assim, como os honorários contratuais são </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">retirados do patrimônio do lesado, para que haja reparação inte gral do dano</span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">sofrido o pagamento dos honorários advocatícios previsto na Lei Civil só pode ser </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">o dos contratuais.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Nesse tocante, é elucidativa a doutrina de Luiz Antonio Scavone </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Júnior (Do descumprimento das obrigações: conseqüências à luz do princípio da </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">restituição integral . São Paulo : J. de Oliveira, 2007, p. 172-173):</span></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Sendo assim, os honorários mencionados pelos arts. 389, 395 e 404 </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">do Código Civil, ressarcitórios, evidentemente não são aqueles </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">decorrentes do Estatuto da Advocacia, ou seja, os honorários de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">sucumbência; de outro lado, são pagos diretamente pelo credor ao </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">advogado e constituem em prejuízo (dano emergente) decorrente da </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">mora e do inadimplemento.</span></span></p></blockquote>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Assim os honorários atribuídos a título de sucumbência não se </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">confundem como os honorários ressarcitórios, convencionais ou </span></span><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">arbitrados. </span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Os honorários ressarcitórios, convencionais ou arbitrados, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">representam dispêndio do credor e, por essa razão, perdas e danos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">decorrentes do inadimplemento das obrigações, notadamente em razão </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">da necessidade de contratação de advogado para efetivar o direito de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">receber o objeto da prestação da relação jurídica obrigacional.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Rompe-se, em razão do ordenamento jurídico, o entendimento </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">corrente, porém equivocado, que decorria do direito anterior, segundo o </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">qual apenas haveria lugar para a condenação do devedor nos honorários </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">de sucumbência.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Não é crível, ante o princípio da restituição integral, que os </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">honorários pagos pelo credor sejam por ele suportados sem qualquer </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ressarcimento pelo devedor, que a eles deu causa.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Antonio de Pádua Soubhie Nogueira preleciona (Honorários </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">advocatícios extrajudiciais: breve análise (e harmonização) dos artigos 389, 395 e </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">404 do novo Código civil e do artigo 20 do Código de processo civil. In: Revista </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">forense , v.105, n.402, p.597-607, mar./abr., 2009., p. 602):</span></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Pela sistemática do direito material que garante a ampla </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">indenização , amparada no conhecido princípio da restitutio in integrum </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">, mostra-se bastante razoável a interpretação no sentido de que os </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">dispositivos do Código Civil visam, realmente, disciplinar a indenização </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">dos honorários advocatícios extrajudiciais . O direito material, portanto, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">vai além das regras de direito processual, permitindo a recomposição de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">tudo aquilo que a parte despendeu para fazer valer seus interesses (em </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">juízo ou fora dele), inclusive as verbas contratuais comprometidas aos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">advogados que atuam em sua representação.</span></span></p></blockquote>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Com efeito, na realidade forense os honorários sucumbenciais são </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">apenas uma parcela , cada vez mais importante, de todo remuneratório </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">fixado pelos serviços jurídicos prestados pelo advogado. Pressupondo-se </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">que, principiologicamente , a reparação civil deve ser integral , e não </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">parcial, para que o cliente (vítima do ato ilícito) seja efetivamente </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">ressarcido, de rigor que na conta indenizatória seja computada, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">igualmente, a chamada verba extrajudicial, na hipótese de sua </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">contratação.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Essa exegese é reforçada pelo fato de a previsão processual que </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">determina o pagamento de honorário sucumbenciais não acarretar </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">prejuízo à parte lesada, já que a sucumbência é devida pelo vencido . Não </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">teria sentido lógico o Código Civil garantir o ressarcimento de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">honorários de advogado que, pela sistemática do art. 20 do CPC c/c art. </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">23 do EOAB ( Lei n. 8.906/94), são suportados pelo vencido e não pela vítima do ato ilícito. </span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Sublinhe-se, por oportuno, que os referidos dispositivos do Código </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Civil podem ser aplicados subsidiariamente no âmbito dos contratos trabalhistas, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">nos termos do art. 8º, parágrafo único, da CLT.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Na mesma linha de entendimento:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Os honorários advocatícios no Código Civil (arts. 389 e 404) tem </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">natureza jurídica indenizatória, pois visam à compensação á parte do </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">montante do crédito que despenderá com o pagamento de advogado </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">particular. Caso a parte tenha contratado advogado particular terá que </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">destinar parte do seu crédito ao pagamento deste e, portanto, não terá o </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">seu direito reparado integralmente e, desse modo, se mostra justo e </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">razoável o deferimento dos honorários advocatícios no Processo do </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Trabalho com suporte no Código Civil, por força do permissivo dos arts.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">8º e 769, da CLT.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Não obstante, pensamos perfeitamente aplicável ao Processo do </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Trabalho os honorários advocatícios previstos no Código Civil por </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">compatível com o princípio de acesso real e efetivo do empregado à </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Justiça, bem como restituição integral do crédito trabalhista (Schiavi, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Mauro. Manual de direito processual do trabalho. São Paulo, LTr, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">2010, p. 259).</span></span></p></blockquote>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Por fim, para evitar interpretações equivocadas da presente decisão, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">cumpre esclarecer que, embora os honorários extrajudiciais componham os </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">valores devidos pelas perdas e danos, o valor cobrado pela atuação do causídico </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">não pode ser abusivo. Sendo o valor dos honorários contratuais exorbitante, o juiz </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">poderá, analisando as peculiaridades do caso concreto, arbitrar outro valor, </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">podendo utilizar como parâmetro a tabela de honorários da OAB.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Corroborando com essa ideia, Antonio de Pádua Soubhie Nogueira </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">assevera (Honorários advocatícios extrajudiciais: breve análise (e harmonização) </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">dos artigos 389, 395 e 404 do novo Código civil e do artigo 20 do Código de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">processo civil. In: Revista forense , v.105, n.402, p.597-607, mar./abr., 2009., p. de comprovado abuso, poderá o juiz arbitrar o valor que entender </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">devido ( art. 946, CC), valendo-se de auxilio pericial, na forma do art. </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">475-A do CPC, ou mesmo da Tabela de Honorários Advocatícios </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">divulgada pela Ordem dos Advogados do Brasil da Seccional </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">correspondente. De igual forma, na desproporção entre o valor dos </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">honorários de advogado e o próprio montante requerido a título de </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">prejuízo principal, nada obsta a aplicação analógica do parágrafo único </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">do art. 944 do Código Civil, que admite redução equitativa da </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">indenização. Grifos no original.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Tendo em vista que não houve pedido da recorrente quanto ao </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">reconhecimento da abusividade das verbas honorárias, a referida questão não será </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">analisada no presente recurso especial, pois, nos termos do princípio da </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">congruência, a decisão não pode ultrapassar os limites do pedido.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Forte nessas razões, nego provimento ao recurso especial.</span></p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/xnardelli.wordpress.com/444/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/xnardelli.wordpress.com/444/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/xnardelli.wordpress.com/444/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/xnardelli.wordpress.com/444/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/xnardelli.wordpress.com/444/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/xnardelli.wordpress.com/444/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/xnardelli.wordpress.com/444/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/xnardelli.wordpress.com/444/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/xnardelli.wordpress.com/444/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/xnardelli.wordpress.com/444/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/xnardelli.wordpress.com/444/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/xnardelli.wordpress.com/444/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/xnardelli.wordpress.com/444/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/xnardelli.wordpress.com/444/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=444&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>7ª turma do TST &#8211; Revista em armários e bolsas não gerou dano moral a empregado de supermercado</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 12:41:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por entender que revista em armários ou em bolsas não provoca constrangimento e humilhação a trabalhador, a 7ª turma do TST inocentou o WMS Supermercados do Brasil, do Paraná, da condenação por dano moral imposta pelo 7º Tribunal Regional, em ação movida por um empregado que se sentiu ofendido com a revista em seus pertences. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=441&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por entender que revista em armários ou em bolsas não provoca constrangimento e humilhação a trabalhador, a 7ª turma do TST inocentou o WMS Supermercados do Brasil, do Paraná, da condenação por dano moral imposta pelo 7º Tribunal Regional, em ação movida por um empregado que se sentiu ofendido com a revista em seus pertences.</p>
<p>&#8220;<em>O dano moral constitui lesão de caráter não material ao patrimônio moral do indivíduo</em>&#8220;, o que não foi o caso, pois a inspeção era apenas visual, o empregado não era revistado pessoalmente, ressaltou a relatora do recurso da empresa na 7ª turma, juíza convocada Maria Doralice Novaes. Assim, ela concordou com a empresa de que a intimidade, a privacidade, a honra ou a imagem do empregado não foram ofendidas.</p>
<p>Contrariamente ao entendimento regional de que o dano moral não necessita de comprovação, uma vez que o &#8220;<em>sofrimento se presume pelas circunstâncias, não se cogitando em provar a dor, a aflição, ou o constrangimento, pois inerentes à pessoa humana sujeita a agressões do meio social</em>&#8220;, a relatora afirmou que os fatos demonstrados no processo inocentam a empresa da acusação de abuso de poder e que o empregado não foi submetido a nenhuma forma de constrangimento ou humilhação.</p>
<p>Assim, entendendo que &#8220;<em>não há como enquadrar o caso concreto como gerador do direito à indenização por dano moral</em>&#8220;, a relatora reformou a decisão regional e inocentou a empresa da condenação. Seu voto foi aprovado por unanimidade pela 7ª turma.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/xnardelli.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/xnardelli.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/xnardelli.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/xnardelli.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/xnardelli.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/xnardelli.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/xnardelli.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/xnardelli.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/xnardelli.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/xnardelli.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/xnardelli.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/xnardelli.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/xnardelli.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/xnardelli.wordpress.com/441/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=441&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Decisões dos JECs poderão ficar submetidas às súmulas dos tribunais superiores e à jurisprudência do STJ</title>
		<link>http://xnardelli.wordpress.com/2010/04/30/decisoes-dos-jecs-poderao-ficar-submetidas-as-sumulas-dos-tribunais-superiores-e-a-jurisprudencia-do-stj/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 12:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[As decisões dos juizados especiais cíveis poderão ficar submetidas às súmulas dos tribunais superiores e à jurisprudência do STJ. Essa proposta de vinculação é resultado do &#8220;II Pacto Republicano de Estado por um Sistema de Justiça mais Acessível, Ágil e Efetivo&#8221;, firmado entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e foi aprovada ontem, 28/4, pela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=436&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As decisões dos juizados especiais cíveis poderão ficar submetidas às súmulas dos tribunais superiores e à jurisprudência do STJ. Essa proposta de vinculação é resultado do &#8220;II Pacto Republicano de Estado por um Sistema de Justiça mais Acessível, Ágil e Efetivo&#8221;, firmado entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e foi aprovada ontem, 28/4, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, CCJ.</p>
<p>A uniformização da interpretação da lei no âmbito dos juizados de pequenas causas, quando turmas recursais do mesmo estado divergirem sobre questões de direito material ou processual, foi recomendada em projeto de lei, PLC 16/07, elaborado pelo Poder Executivo. A ideia era ajustar a lei 9.099/95, que trata dos juizados especiais cíveis, aos termos da lei 10.259/01, que regula os juizados especiais federais e já havia incorporado a medida na tramitação de seus processos.</p>
<p>No parecer favorável ao PLC 16/07, o relator na CCJ, senador Valter Pereira (PMDB/MS), reconheceu que o tratamento desigual entre pessoas que são, objetivamente, titulares de direitos idênticos é fonte de insatisfação e de perplexidade. Assim, por meio de substitutivo, sugeriu a criação de um recurso denominado &#8220;pedido de uniformização de jurisprudência&#8221;, que poderá ser apresentado pela parte vencida sempre que houver divergência de entendimento entre turmas recursais cíveis do mesmo estado.</p>
<p>Embora o substitutivo abra a possibilidade de a parte prejudicada também reclamar junto ao STJ, tratou de estabelecer um &#8220;filtro&#8221; para barrar o envio indiscriminado de processos para este tribunal. Esse tipo de queixa só seria admitida, portanto, quando a decisão da turma estadual de uniformização contrariar súmulas de tribunais superiores ou jurisprudência firmada pelo STJ.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI106325,81042-Decisoes+dos+juizados+de+pequenas+causas+vao+seguir+jurisprudencia+do">Migalhas</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/xnardelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/xnardelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/xnardelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/xnardelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/xnardelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/xnardelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/xnardelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/xnardelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/xnardelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/xnardelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/xnardelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/xnardelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/xnardelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/xnardelli.wordpress.com/436/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=436&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Parque de Taquarinhas será tema de audiência pública</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 12:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
				<category><![CDATA[interesse público]]></category>
		<category><![CDATA[taquarinhas parque estadual amauri soares]]></category>

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		<description><![CDATA[Aviso de Pauta &#8211; Parque de Taquarinhas será tema de audiência pública Extraído de: Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina &#8211; 17 horas atrás A criação do Parque Estadual de Taquarinhas, em Balneário Camboriú, será discutida em audiência pública na próxima segunda-feira, 26. O evento acontece a partir das 19h, na Câmara de Vereadores [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=432&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://xnardelli.files.wordpress.com/2010/04/ideia_taquarinhas_web1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-433" title="Ideia_Taquarinhas_web" src="http://xnardelli.files.wordpress.com/2010/04/ideia_taquarinhas_web1.jpg?w=300&#038;h=211" alt="" width="300" height="211" /></a>Aviso de Pauta &#8211; Parque de Taquarinhas será tema<br />
de audiência pública<br />
Extraído de: Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina  &#8211;  17 horas atrás</p>
<p>A criação do Parque Estadual de Taquarinhas, em Balneário Camboriú, será discutida em audiência pública na próxima segunda-feira, 26. O evento acontece a partir das 19h, na Câmara de Vereadores do município.</p>
<p>A audiência é um requerimento do deputado Sargento Amauri Soares (PDT) e foi aprovada pelas comissões de Constituição e Justiça e Turismo e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.</p>
<p>O Parque Estadual da Praia de Taquarinhas foi criado através do Projeto de Lei nº 612/09, proposto pelo parlamentar. A intenção é preservar a única praia limpa e intocada do litoral catarinense.</p>
<p>De acordo com Sargento Soares, o projeto do Parque Taquarinhas visa uma ocupação sustentável da praia para fins culturais e científicos. (Patrícia Schneider de Amorim/Alesc)</p>
<p>SERVIÇO:</p>
<p>O quê: Audiência pública para discutir a criação do Parque Estadual de Taquarinhas</p>
<p>Quando: Segunda-feira, 26 de abril, às 19 horas</p>
<p>Onde: Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/xnardelli.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/xnardelli.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/xnardelli.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/xnardelli.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/xnardelli.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/xnardelli.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/xnardelli.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/xnardelli.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/xnardelli.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/xnardelli.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/xnardelli.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/xnardelli.wordpress.com/432/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/xnardelli.wordpress.com/432/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/xnardelli.wordpress.com/432/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=432&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>BANCO INDENIZARÁ ADVOGADO DEMITIDO POR SE NEGAR A ASSINAR ALTERAÇÃO CONTRATUAL</title>
		<link>http://xnardelli.wordpress.com/2009/12/16/banco-indenizara-advogado-demitido-por-se-negar-a-assinar-alteracao-contratual/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[O Banco B. S/A ficou livre de pagar multa de embargos protelatórios, mas ainda terá que pagar a indenização por danos morais de R$ 60 mil por ter demitido advogado que se recusou a assinar documento que violaria seus direitos trabalhistas. Ao julgar o recurso de revista da empresa, que pretendia reformar diversos pontos da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=430&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco B. S/A ficou livre de pagar multa de embargos protelatórios, mas ainda terá que pagar a indenização por danos morais de R$ 60 mil por ter demitido advogado que se recusou a assinar documento que violaria seus direitos trabalhistas. Ao julgar o recurso de revista da empresa, que pretendia reformar diversos pontos da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho alterou apenas dois: excluiu a multa e o pagamento de horas extras.</p>
<p>A controvérsia teve início quando o banco, em 1996, apresentou aos advogados de seu quadro jurídico um termo de retificação de cláusulas do contrato de trabalho. Nada aconteceu aos profissionais que assinaram o documento. No entanto, os que se negaram foram demitidos – entre eles, o que ajuizou a ação por danos morais. Em primeira instância, o banco foi condenado a pagar R$ 120 mil, provocando recurso do B. ao TRT/SC.</p>
<p>O Regional, porém, verificou que a despedida do advogado “enquadra-se como dano moral de natureza grave, atitude altamente reprovável do empregador, detentor de uma posição social privilegiada na sociedade”. Além disso, o TRT ressalta que a demissão violou direitos como reputação, dignidade, liberdade e imagem, e que “o empregador extrapolou o direito de romper o contrato de trabalho ao exigir que o advogado assinasse um termo que feriria seus direitos trabalhistas”.</p>
<p>Trata-se, segundo o Regional, de um dano de significativa expressão, por atingir “um profissional conhecedor de seus direitos, ferido em sua auto-estima, por coação, ato completamente ilegal e arbitrário”. Apesar de ratificar a sentença quanto à ocorrência de dano, o TRT da 12ª Região considerou que a quantia estabelecida originariamente era desproporcional à gravidade do prejuízo sofrido pelo trabalhador – e reduziu o valor para R$ 60 mil.</p>
<p>O B. recorreu ao TST, tentando livrar-se da obrigação de indenizar. Utilizou-se de vários argumentos, inclusive de que “o empregador não necessita de autorização legal ou anuência do empregado para a quebra do pacto laboral”, já existindo para isso a multa para o caso de dispensa sem justa causa. No entanto, suas alegações de violação de lei e de divergência jurisprudencial não foram consideradas adequadas, impossibilitando que o recurso ultrapassasse a fase de conhecimento em relação a esse aspecto (dano moral).</p>
<p>O ministro Fernando Eizo Ono, relator do processo, manifestou-se pelo conhecimento e provimento apenas quanto a dois aspectos: a exclusão da multa por embargos declaratórios protelatórios, pois, em sua avaliação, não houve intenção do banco em protelar; e o afastamento da condenação das horas extras trabalhadas além da quarta diária (inclusive reflexos), considerando, para esse posicionamento, que o advogado atuava em regime de dedicação exclusiva. Quanto à indenização por dano moral, permaneceu o entendimento do Regional. Nesse sentido foi a decisão da Quarta Turma, por unanimidade.</p>
<p>(RR-792172/2001.3)</p>
<p>Fonte: TST</p>
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		<item>
		<title>CONSELHO APROVA SÚMULA SOBRE SIGILO BANCÁRIO</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fisco obteve uma vitória importante sobre a discussão da quebra do sigilo bancário dos contribuintes. O Conselho Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais (Carf), última instância administrativa para se discutir autuações fiscais, aprovou ontem uma súmula que possibilita o uso das informações dos contribuintes obtidas durante a vigência da CPMF &#8211; contribuição incidente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=429&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O fisco obteve uma vitória importante sobre a discussão da quebra do sigilo bancário dos contribuintes. O Conselho Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais (Carf), última instância administrativa para se discutir autuações fiscais, aprovou ontem uma súmula que possibilita o uso das informações dos contribuintes obtidas durante a vigência da CPMF &#8211; contribuição incidente sobre as movimentações financeiras. Essa foi a mais polêmica das 21 súmulas aprovadas ontem pelo órgão.</p>
<p>O tema quebra de sigilo bancário está pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que questiona a Lei Complementar nº 105, de 2001. A Lei nº 9.311, de 1996, que instituiu a CPMF, dispunha em seu artigo 11 que as informações não seriam utilizadas para a fiscalização e cobrança de outros tributos que não a própria CPMF. Porém, a Lei nº 10.174, de 2001, passou a permitir o uso das informações da CPMF para a constituição do crédito tributário pelo fisco, a partir do cruzamento de dados. A súmula aprovada no Carf, por 17 votos a oito, prevê a possibilidade de aplicação retroativa da lei, ou seja, que as informações da CPMF dos contribuintes antes de 2001 também possam ser alvo de questionamentos em relação à débitos tributários diversos. A súmula influenciará o julgamento de vários processos no Carf ajuizados até 2007 &#8211; prazo prescricional de cinco anos após a lei 10.174 &#8211; baseados em dados da CPMF. &#8220;É o mesmo que afirmar que a lei de 1996 não produziu efeitos durante sua vigência, o que contraria a segurança jurídica&#8221;, defendeu o conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, que votou contra a súmula.</p>
<p>Outra súmula aprovada deve facilitar a vida do fisco com relação às autuações por omissão de receita. A Lei nº 9.430, de 1996, estabelece que caracteriza-se como omissão de receita ou de rendimento os valores creditados na conta do contribuinte cuja origem não seja comprovada. Pela súmula aprovada ontem, a presunção estabelecida nesta lei dispensa o fisco de comprovar qual foi a destinação do recurso de origem desconhecida para fins de autuação. O advogado Ivan Allegretti, do Allegretti Advogados, explica que a construção jurisprudencial é a de que o fisco tem de demonstrar a relação entre o depósito de origem desconhecida e indícios de riqueza ou aumento patrimonial do contribuinte. &#8220;A súmula é a carta branca para que o fisco qualifique todos os valores que entram na conta como rendimentos passíveis de ser tributados&#8221;, diz Allegretti.</p>
<p>A rejeição de algumas propostas favoreceram os contribuintes. Uma delas diz respeito à aplicação do princípio do não confisco, que determina que o valor do tributo não pode ultrapassar o valor do próprio bem alvo da tributação. A proposta rejeitada determinava que o princípio não poderia ser aplicado às multas lançadas de ofício.</p>
<p>Luiza de Carvalho, de Brasília</p>
<p>Fonte: VALOR ECONÔMICO &#8211; LEGISLAÇÃO &amp; TRIBUTOS</p>
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	</item>
		<item>
		<title>O Supremo Tribunal Federal divulgou cinco novas Propostas de Súmulas Vinculantes aprovadas</title>
		<link>http://xnardelli.wordpress.com/2009/12/16/o-supremo-tribunal-federal-divulgou-cinco-novas-propostas-de-sumulas-vinculantes-aprovadas/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal divulgou cinco novas Propostas de Súmulas Vinculantes aprovadas. As súmulas vinculantes têm o objetivo de pacificar a discussão de questões examinadas nas instâncias inferiores do Judiciário. Após a aprovação, por no mínimo oito ministros, e da publicação no Diário de Justiça Eletrônico (DJe), o verbete deve ser seguido pelo Poder Judiciário, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=427&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal divulgou cinco novas Propostas de Súmulas Vinculantes aprovadas. As súmulas vinculantes têm o objetivo de pacificar a discussão de questões examinadas nas instâncias inferiores do Judiciário. Após a aprovação, por no mínimo oito ministros, e da publicação no Diário de Justiça Eletrônico (DJe), o verbete deve ser seguido pelo Poder Judiciário, Legislativo e Executivo, de todas as esferas da Administração Pública.</p>
<p>As novas súmulas tratam sobre juros de mora em precatório, inelegibilidade de ex-cônjuges, taxa de coleta de lixo, depósito prévio e gratificação de desempenho de atividade técnico administrativa. Veja abaixo os respectivos números adotados:</p>
<p>Súmula Vinculante 17 (PSV 32 &#8211; Juros de mora em precatório)<br />
“Durante o período previsto no parágrafo primeiro do artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos”.</p>
<p>Súmula Vinculante 18 (PSV 36 – Inelegibilidade de ex-cônjuges)<br />
“A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no parágrafo 7º do artigo 14 da Constituição Federal”.</p>
<p>Súmula Vinculante 19 (PSV 40 – Taxa de coleta de lixo)<br />
“A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal.”</p>
<p>Súmula Vinculante 20 (PSV 42 – GDATA)<br />
“A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa – GDATA, instituída pela Lei 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do art. 5º, parágrafo único, da Lei 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o art. 1º da Medida Provisória 198/2004, a partir da qual para a ser de 60 (sessenta) pontos.”</p>
<p>Súmula Vinculante 21 (PSV 21 – Depósito prévio)<br />
“É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo”.</p>
<p>Propostas de Súmulas ainda não foram numeradas:</p>
<p>PSV 24 – Indenização por dano moral decorrente de acidente de trabalho<br />
Verbete: “A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as causas relativas a indenizações por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, alcançando-se, inclusive, as demandas que ainda não possuíam, quando da promulgação da EC 45/2004, sentença de mérito em primeiro grau”.</p>
<p>PSV 25 – Ações possessórias em decorrência do direito de greve<br />
Verbete: “A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações possessórias ajuizadas em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada”.</p>
<p>PSV 29 – Necessidade de lançamento definitivo do tributo para tipificar crime tributário<br />
Verbete: “Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no artigo 1º, inciso I, da Lei 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo”.</p>
<p>Fonte: <a href="http://mda.org.br/noticias.asp?id_noticia=1837">Movimento de Defesa da Advocacia</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/xnardelli.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/xnardelli.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/xnardelli.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/xnardelli.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/xnardelli.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/xnardelli.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/xnardelli.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/xnardelli.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/xnardelli.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/xnardelli.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/xnardelli.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/xnardelli.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/xnardelli.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/xnardelli.wordpress.com/427/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=427&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>3ª seção do STJ edita duas novas súmulas</title>
		<link>http://xnardelli.wordpress.com/2009/12/16/3%c2%aa-secao-do-stj-edita-duas-novas-sumulas/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 13:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas novas súmulas foram aprovadas pelos ministros da 3ª seção do STJ. Os temas se referem ao período de suspensão do prazo prescricional que é regulado pelo máximo da pena cominada e sobre a questão da imprescindibilidade da condição de segurado para concessão da pensão por morte. Confira : Súmula 415 &#8220;O período de suspensão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=424&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:x-small;">Duas novas súmulas foram aprovadas pelos ministros da 3ª seção do STJ. Os temas se referem ao período de suspensão do prazo prescricional que é regulado pelo máximo da pena cominada e sobre a questão da imprescindibilidade da condição de segurado para concessão da pensão por morte. </span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:x-small;"><span style="text-decoration:underline;">Confira</span> :</span></span></span></span></span></span></span></p>
<blockquote><p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;font-size:x-small;"><strong>Súmula 415</strong></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><em>&#8220;O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada.&#8221;</em></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="color:#ffffff;"><strong>Súmula 416</strong></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><em>&#8220;É devida a pensão por morte aos dependentes do segurado que, apesar de ter perdido essa qualidade, preencheu os requisitos legais para a obtenção de aposentadoria até a data do seu óbito.&#8221;</em></span> </span></span></span></span></span></p></blockquote>
<p dir="ltr"><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">_______________</span></span></span></span></span></p>
<blockquote>
<p dir="ltr"><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Súmula 415</span></span></strong></span></span></span></span></span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">O novo verbete se baseia no artigo 109 do CP e no artigo 366 do CPP. O primeiro trata da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final. Ele dispõe que esta regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: da seguinte forma: em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; e em dois anos, se o máximo da pena é inferior a um ano. </span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">O artigo do CPP afirma que, se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva. </span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">A seção vem julgando nesse sentido há muitos anos. Um dos primeiros precedentes apontados na súmula, data de 2004. O recurso em questão, um Ag 514205, foi julgado pela 5<sup>a</sup> turma, a relatora foi a ministra Laurita Vaz. O réu havia sido denunciado por furto, mas não foi localizado para audiência. O MP propôs a suspensão do processo, sendo que o juízo monocrático suspendeu a tramitação do processo e deixou de suspender o prazo prescricional. </span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">A ministra ressaltou que o artigo 366 do CPP não faz menção a lapso temporal. Ela explicou que, no entanto, a suspensão do prazo de prescrição não pode ser indeterminado, tendo em vista que a própria Constituição Federal delimitou os crimes imprescritíveis. Assim, afirmou, o referido artigo deve ser interpretado sem colisão com a Carta Magna. </span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">&#8220;<em>Dessa forma, a utilização do art. 109 do Código Penal como parâmetro para o período de suspensão da fluência do prazo prescricional, utilizando-se a pena máxima em abstrato, se adequa com a intenção do legislador</em>&#8220;, concluiu.</span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">Súmula 416</span></span></strong></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:xx-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;">O novo verbete se baseia em diversos precedentes tanto da própria seção, quanto da 5<sup>a</sup> e da 6<sup>a</sup> turmas, colegiados que a integram. Um deles (RESP 1110565) julgado pelo rito da Lei dos recursos Repetitivos (Lei 11.672/2008). Nesse julgamento, os ministros definiram que os dependentes têm direito ao benefício previdenciário de pensão por morte se o segurado, quando do seu falecimento, já preenchia os requisitos necessários para obter qualquer das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).</span></span></span></span></span></span></p></blockquote>
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		<title>STF &#8211; Reconhecida repercussão geral sobre obrigatoriedade do Exame da OAB para o exercício da advocacia</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 13:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O STF entendeu haver repercussão geral no RE 603583, que questiona a obrigatoriedade do Exame da OAB para que bacharéis em Direito possam exercer a advocacia. A votação foi unânime e ocorreu por meio do Plenário Virtual da Corte. O recurso contesta decisão do TRF da 4ª região, segundo a qual somente bacharéis em Direito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=xnardelli.wordpress.com&amp;blog=373836&amp;post=421&amp;subd=xnardelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O STF entendeu haver repercussão geral no RE 603583, que questiona a obrigatoriedade do Exame da OAB para que bacharéis em Direito possam exercer a advocacia. A votação foi unânime e ocorreu por meio do Plenário Virtual da Corte.</p>
<p>O recurso contesta decisão do TRF da 4ª região, segundo a qual somente bacharéis em Direito podem participar do Exame da Ordem. Para o TRF da 4ª região, a exigência de aprovação no Exame de Ordem como requisito para o exercício da advocacia não conflitaria com o princípio da liberdade profissional, previsto no artigo 5º, inciso XIII, da CF/88.</p>
<p>De acordo com o RE, a submissão dos bacharéis ao Exame de Ordem atenta contra os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade, do livre exercício das profissões, bem como contra o direito à vida. Conforme o recurso, impedir que os bacharéis exerçam a profissão de advogado após a conclusão do curso universitário também representaria ofensa aos princípios da presunção de inocência, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.</p>
<p>Por isso, no recurso, há alegação de violação aos artigos 1º, inciso II, III e IV; 3º, incisos I, II, III e IV; artigo 5º, incisos II e XIII; 84, inciso IV; 170; 193; 205; 207; 209, inciso II; e 214, incisos IV e V, todos da Constituição Federal.</p>
<p>Ainda, conforme o recurso extraordinário, não há pronunciamento do Supremo quanto à constitucionalidade do Exame de Ordem. Também discorre sobre o valor social do trabalho e diz que a exigência de aprovação no Exame de Ordem representa censura prévia ao exercício profissional.</p>
<p>Dessa forma, sustenta caber apenas à instituição de ensino superior certificar se o bacharel é apto para exercer as profissões da área jurídica. Por fim, argumenta ser inconstitucional a autorização, que consta do artigo 8º da lei 8.906/94,, para regulamentação do Exame de Ordem pelo Conselho Federal da OAB, por afronta ao princípio da legalidade e usurpação da competência privativa do presidente da República para regulamentar leis.</p>
<p>O relator do recurso, ministro Marco Aurélio, manifestou-se pela existência de repercussão geral, e foi seguido por unanimidade. &#8220;<em>Bacharéis em Direito insurgem-se nos diversos órgãos do Judiciário contra o denominado Exame de Ordem, que, segundo argumentam, obstaculiza de forma setorizada, exclusivamente quanto a eles, o exercício profissional. O Supremo há de pacificar a matéria, pouco importando em que sentido o faça</em>&#8220;, disse o ministro, ressaltando que a presente situação é retratada em inúmeros processos.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=99235">Migalhas</a></p>
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